segunda-feira, 29 de março de 2010

A performance.

Será que existe realmente a ‘’performance do professor’’? Qual será a performance do professor de teatro?
Sai da aula com essas perguntas que fizeram questionar posturas de professores da própria escola e compara ao modo de trabalho deles na escola e em suas grupos, paralelamente a sala de aula.
O desenrolar da aula deu-se a partir do momento que todos começaram a argumentar seus pontos de vista sobre o texto ‘’ narrativas enviesadas’’ que mostrava mais uma das formas do fazer teatral. A leitura sugere uma dramaturgia totalmente alinear com uma construção cênica em blocos(blocking) referindo o termo usado no livro do Patrice PAVIS, ANALISE DOS ESPETACULOS.
O assunto foi debatido de forma bem ‘’civilizada’’, uns concordando com outros, outros discordando de alguns, uns não entendendo nada, outros nem queriam entender.
O segundo momento da aula foi bem estranho, pois mesmo a provocadora sugerindo um processo que era pra encaminhar de uma forma, muitos não conseguiram entender (eu mesmo não entendi o objetivo). Não consegui entender qual era a intenção, mesmo sabendo que a arte toma forma do processo abstrato e isso aquilo e isso, enfim... Não ficou claro.
Uma pessoa era escolhida ou se escolhia, encaminhando-se para frente. Ela iria lembrar de alguma imagem que tornou-se uma fotografia de sua infância, a partir daí era perguntado quantas pessoas faziam parti desse momento(o numero de pessoas existentes na ‘’cena dela’’ era o numero de pessoas que iram entrar na cena. Depois elas ficavam em posição e só podia fazer o ‘’movimento do coração’’ que sugeria uma movimentação que seu ‘’ coração lhe impulsionava.
Ate ai tudo tranqüilo... Mais depois começou o desenrolar do exercicio, os ‘’comandantes’’ que davam as regras: eu e satanás( Leandro). Primeiro eu fui com nenhuma proposta e não sabendo nem o que estava fazendo, ‘’acho que o barato era esse mesmo’’. Mais no desenrolar percebi que poderia ‘’mexer’’ com os sentimentos dos participantes colocando emoções e fazendo com que eles pudessem vivenciar alguns sentimentos daquele momento, fui bastante ríspido, daí vem meu questionamento do principio, pois nesse momento, não pensei em ser pedagógico ou legal, queria ver qual era o papo e o que aquela PORRA iria dar. Percebi que algumas pessoas não gostaram e ate questionaram, isso sim é legal, porque todas as vezes que és questionado, ficas remoendo o porquê.
E a roda dos debates se instalou, essa é a melhor parti da aula, a hora das criticas... O melhor é quando elas vêem do lugar menos inesperado e fazendo te provocar, daí o masoquismo toma conta, gostei muito da opinião dos colegas, é claro que temos que considerar tais opiniões que percebemos que não existem nem um fundo de maldade ou ‘’foda-se você também’’, mais aquelas que te fazem refletir que te chamem pra pensar e fumar um cigarro!

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