segunda-feira, 26 de abril de 2010

luz ou lamparina?

Será que nosso armário de coisas esta preenchida de luz?
Aqueles que viveram em outro século dizem a palavra lâmpada com outros lábios deferentes dos lábios de hoje.
A lâmpada como signo nos leva a várias sensações, aguçando sentidos. Lembro quando era moleque de ter tocado naquele pano da lâmpada que pega fogo, aquele dentro da lâmpada, que era o próprio que dava a vida. Lembro ate da textura, que se assemelhava muito a da gase (dos curativos) não tento nenhuma sensação que fogo trazia. A lâmpada era vista como aquela pequena criatura criadora de luz, a importância dela para a dinâmica da vida era fundamental como também se tornou fundamental os clicks para acender ou apagar... a eletricidade! Com a popularização da luz a lâmpada caiu em desuso, ate era usado a pouco tempo nas casas de praia, mais também isso acabou, a não ser quando falta a luz, ai sim lembramos da preciosa. Caiu também os prazeres em poder acender e mais que isso, poder realizar toda aquela performance da lâmpada. O roteiro da compra dos materiais ate a ação em acender foi restrita a simples ação do SIM ou NÃO. A magia da lâmpada, agora, só é vista do processo da memória, do inevitável.
Ah! As cadeiras também colocaram suas luzes, seu fogo e suas memórias, por uma historia surpreendente ou um segredo de família, foi colocado em cena, seguindo um roteiro de fatos, um ouvindo o outro...
Os gestos fotográficos que ficaram, marcaram: o menino sem olhos; a entrada do Lion no banheiro vendo uma aranha; o cara de branco encostado na parede; a fotografia da Kátia com os punhos serrados no peito que se formam na hora que ela falou da morte de seu irmão.
A trajeto do ser é marcado por acontecimentos espontâneos com a memória por traz trazendo a tona toda essa expressão, o ‘’gestus’’ com uma variedade de significados que quando colocados em cena tornam-se objetos de percepção de sentimento, desejo e memória.

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