A convocação, de forma publica, e a realização de uma reunião, seja qual for seu objetivo, é um ato político. O teatro é, portanto uma atividade intrinsecamente política. Não em razão do que aí é mostrado ou debatido-embora tudo esteja ligado - mas, de maneira mais originaria, antes de qualquer conteúdo, pelo fato, pela natureza da reunião que estabelece. O objeto da assembléia não é indiferente: mas o político está antes de qualquer objeto, pelo fato de os indivíduos se terem reunidos, se terem aproximados publicamente, abertamente.
A arquitetura, como se sabe, é arquipolitica : arte instituída pela política e que talvez, em contrapartida, institua. Pensar em teatro a partir de descrições de que acontece em cena, ignorando que a existência, a forma, o lugar, o volume desta cena devem a uma construção- que é universal e não obvia.
Com isso é possível expandir sensações e pensamentos sobre o ‘’verdadeiro ideal’’ do fazer teatral, pondo em jogo, em foco, qual o compromisso com a responsabilidade política do ato artístico, ou se isso também não interessa e faz parte apenas de mais uma das leituras de segunda.
Sendo colocado novamente o jogo da cadeira e da conversa com o oculto. Hoje foi o dia do Lion, Adhara e Paulo, conversarem com alguém que gostariam muito de conversar.
A captura do movimento de hoje foi: o cruzar das pernas da Adhara e o ‘’corpo’’ pensativo do Paulo.
Eu não posso esquecer também de convidar todos os senhores a comparecer dia 19 para apresentação publica do trabalho final da disciplina trajetórias do ser.
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